Viagem no Tempo de “Interstellar” e de Einstein já era descrita há 5.000 anos atrás.

Escrituras da Índia Antiga ( os Vedas), Mitos Celtas, Chineses e Japoneses já descreviam a viagem no tempo do Filme “Interstellar” e de Albert Einstein.

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Viagem no tempo. É possível? Esta ideia tanto tem sido uma das motivações para estórias surpreendentes da ficção científica quanto tem intrigado físicos. Ultrapassar os limites do Tempo parecer ser até mais desafiador do que superar os limites do Espaço ( e possivelmente ambos estão conectados). Nascimento, velhice e morte. Parece que nossa consciência almeja por libertar-se destas barreiras. Há algo que nos diz que há um fator dentro de nós que aspira por superar os limites temporais. Talvez este desejo interno seja um dos motivos pela busca da imortalidade, seja através de especulações e tentativas de caráter científico/materialista, seja através da transcendência da consciência, própria da poesia, das religiões e do misticismo.

O último filme do diretor Christopher Nolan, “Interstellar“, tem o Tempo como um dos temas principais. Apesar do filme ser quase um tributo aos poderes do homem e da ciência (em oposição a outra corrente da ficção científica que crítica a sujeição da homem perante à tecnologia/ciência) e não representar a melhor realização de Nolan ( que teve o seu canto de cisne em “O Grande Truque”), a obra apresenta um aspecto interessante que faz parte do mundo da ciência moderna, da ficção científica e dos mitos antigos da humanidade: Viagem no Tempo. Este tema faz parte da tradição sci-fi. Para citar alguns: a franquia “Exterminador do Futuro”, “Planeta dos Macacos” , ” De Volta ao Futuro”, “Efeito Borboleta” e “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido” e “Dragon Ball Z”. O conto de ficção científica do século 19 do autor H.G Wells, “Máquina do Tempo”, pode ser considerado uma das obras axiais do gênero. Nela, o protagonista realiza viagens de milhares de anos  no futuro.
No entanto, viajar no tempo, especialmente para o futuro, não é algo que apenas faz parte da obras pop e das teorias da física moderna. Viagens no tempo ( com alto grau de detalhes) já eram descritas nas estórias antigas, especialmente nas narrativas dos Vedas ( as escrituras milenares da Índia Antiga). A seguir analisaremos o conceito de  “Dilatação de Tempo” da teoria da relatividade de Einstein com aspectos do filme Interstellar e com as narrativas antigas celtas, chinesas, japonesas e védicas (referente aos Vedas da Índia Antiga).


Dilatação do Tempo e “Interstellar“: 23 anos em 3 horas


Um dos aspectos mais interessantes do filme “Insterstellar” é a forma como é mostrada o conceito de “Dilação de Tempo”. Os protagonistas decidem visitar o planeta Miller, próximo a um buraco negro chamado Gargantua. Esta proximidade com a gravidade intensa do buraco negro, faz com que o planeta tenha uma diferença de tempo muito grande: cada hora neste planeta equivale a 7 anos para as pessoas que estão fora dele. Os protagonistas astronautas acabam passando 3 horas no planeta, que é composto de água e ondas colossais, e quando conseguem deixar o planeta e voltar para a base espacial, reencontram lá o colega astronauta Romilly, 23 anos mais velho. Para eles foram 3 horas, para Romilly foram 23 anos.

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De acordo com a Teoria da Relatividade de Einstein e com verificações empíricas na ciência física, isto realmente é possível. O tempo, diverso do conceito de Newton como algo absoluto, é diferente em diversas partes do universo, uma das razões seria a gravidade. Um astronauta que passasse muito tempo no espaço, com menor força da gravidade, envelheceria mais rápido em relação às pessoas na Terra, onde a gravidade é maior.
Outro exemplo, vamos supor que de algum modo astronautas conseguissem chegar a uma planeta em que a gravidade fosse o dobro da Terra. Enquanto eles vivessem nesse planeta, com maior gravidade, envelheceriam mais devagar em relação às pessoas que vivem na terra. Ou seja, a quantidade de gravidade de um planeta determina a diferença de como transcorre o tempo em relação a um outro planeta de gravidade diferente.

No entanto, o tempo “correria” de forma comum tanto para as pessoas da Terra quanto para os astronautas em um planeta com o dobro da gravidade da Terra.   Elas não perceberiam mudanças no tempo a não ser que se encontrassem depois, constatando que os astronautas envelheceram menos e os terráqueos mais. Portanto  o tempo só passaria mais devagar para os astronautas, habitando um planeta com maior gravidade, em relação ao tempo das pessoas da Terra, com menor gravidade. Nenhum dos habitantes dos dois planetas perceberiam as diferenças no dia a dia em seus respectivos planetas. A diferença de idade, e como o tempo foi diferente em cada um dos planetas, seria percebida apenas se encontrassem um ao outro

O anime Dragon Ball Z apresenta um exemplo disso na Câmara Hiperbólica do Tempo. Um dia dentro desta Câmara equivale a um ano fora dela.

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Este conceito é demonstrado de forma clara no episódio do Planeta Miller em “Interstellar”. No entanto, tal conceito não faz parte apenas da teoria da relatividade de Einstein e das verificações da física moderna. Ele já existia nas narrativas antigas de outros povos e as semelhanças são impressionantes.


“Dilatação do Tempo” nos Vedas ( As escrituras da Índia Antiga): Milhares de anos em um segundo.


Os Vedas são as escrituras mais antigas da humanidade. Também estão entre as mais sofisticadas. Estes imensos textos da Índia Antiga são a base de todas as linhas religiosas e filosóficas do que por convenção se chama de Hinduísmo. O legado do conhecimento védico para a humanidade é imensurável. Desde a trigonometria até as artes marciais orientais, praticamente quase tudo o que existe no campo do conhecimento humano parece ter se originado ( ou ter tido uma grande influência) da Índia. Não por acaso, que desde a Antiguidade, a Índia representava a terra prometida, o lugar da riqueza e do conhecimento.  O Sânscrito por exemplo, a língua em que se está escrito os Vedas, é conhecido pelas suas refinadas regras gramaticais. O alfabeto Devanagari ( “A escrita dos Deuses”) é um exemplo. Enquanto o alfabeto grego e latim antigo não possuem uma ordem lógica, o alfabeto do sânscrito é científico. Estudar ele, a ordem das letras, por si só já é uma aula de linguística.
No campo da espiritualidade e da filosofia, os Vedas estão entre os textos mais influentes e estudados. O Bhagavad-Gita ( “A Poesia do Ser Supremo”) por exemplo era estudado por figuras diversas, inclusive cientistas: J. Robert Oppenheimer ( famoso e influente físico que se tornou infame pela construção da bomba atômica), Herman Hesse, Sunita Williams ( destacada astronauta) , Carl Jung, Gandhi, Aldous Huxley, para citar alguns.

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Esta riqueza intelectual dos Vedas também está na cosmologia e na forma como eles compreendiam o Tempo. Suas escalas temporais vão desde o tempo que o sol leva para percorrer um átomo ( relógio atômico) até o tempo de duração de todo o universo. A ideia de “Dilatação de Tempo” de Einstein mostrado no filme Interstellar também faz parte do universo dos Vedas. Estas escrituras apresentam informações elaboradas das diferenças temporais de diferentes galáxias e sistemas planetários.  De acordo com estes textos milenares ( escritos há 5.000 anos atrás) planetas e sistemas planetários ( chamados de “lokas”) da porção superior do universo ( de acordo com a cosmologia védica o universo é fundamentalmente divido em três partes: inferior, média e superior. Este esquema tem forte semelhança com a cosmologia nórdica, grega e judaica) teriam uma forte Dilatação de Tempo em relação ao tempo terreste. Por exemplo, no primeiro planeta do universo, chamado de Brahmaloka, a Dilatação de Tempo seria imensa. Neste lugar cada segundo equivaleria a 98.630 anos terrestres.

A escala colossal de como os Vedas lidam com a relação tempo/universo pode ser verificada também na seguinte informação encontrada nestas escrituras: A duração de todo o universo seria de 311 trilhões e 40 bilhões de anos. Nenhuma cultura antiga pensava em números tão altos. A única que chega perto eram os Maias. Quando os europeus das navegações entraram em contato com estas duas culturas, o conceito de um universo tão antigo, utilizando números na casa dos bilhões, certamente influenciou uma nova visão do cosmos por parte da Europa.

Carl Sagan disse certa vez

” A Religião da Índia é a única fé do mundo que possui uma concepção de Cosmos que passa por um imenso, infinito, números de mortes e renascimentos. É a única religião na qual as escalas de tempo correspondem com a da cosmologia científica moderna. “

O conceito de múltiplos universos também está presente na cosmologia védica.

O Conceito de Dilatação de Tempo é detalhadamente explicado nos Vedas ( Como o Bhagavad-Gita) e há muitos casos semelhantes ao episódio do Planeta Miller do filme Interstellar. Só que de maneiras muito mais extremas, porque segundo os Vedas conforme se avança nos sistemas planetários superiores a Dilatação de Tempo aumenta.

Como diz o pesquisador e cientista Richard L. Thompson

“A literatura védica aponta a existência de uma hierarquia de sistemas planetários, os quais também podemos considerar como mundos paralelos. O sistema mais elevado é Brahmaloka, o planeta de Brahmã, onde se manifesta o grau mais elevado de dilatação do tempo em relação à Terra. Em outros sistemas planetários, os intermediários, manifestam-se graus  intermediários de dilatação de tempo.”


Dilatação do Tempo nas lendas  da Europa: Irlanda, Escócia e Alemanha: trezentos anos em três anos.


Há um conceito de Dilatação de Tempo peculiar na  estória celta de Ossian.

A narrativa envolve uma princesa Sidhe (uma espécie de raça de fada/elfo que habita um mundo invisível para a maioria dos humanos, um mundo paralelo) que seduziu um humano, Ossian, a vir para o seu mundo Tir na nog ( “A Terra da Juventude”, um dos nomes dessa realidade paralela), onde ele se casou e viveu lá pelo o que pareceu ser três anos para ele. Finalmente porém ele sentiu um desejo irresistível de voltar para o mundo natal, a Irlanda. Partiu montado no mesmo cavalo mágico, com capacidade de viajar sob o mar, que o levara ao outro mundo, e a sua esposa fada preveniu-o de que não pusesse os pés em terra firme.
Ao chegar à Irlanda, ele soube da morte de todos os seus antigos companheiros e de todas as mudanças por que passara o país. Só então se deu conta do longo tempo que estivera afastado dali. Haviam se passado trezentos anos. Enquanto para Ossian, foram apenas três anos vivendo na realidade paralela de Tir na nog, na Terra haviam se passado trezentos anos.

Outra lenda irlandesa que envolve Dilatação de Tempo é a “Viagem de Bran”  ( Immram Brain- Maic Febail) do ano 700 depois de Cristo:

Em um certo dia enquanto Bran caminha, ouve uma música esplendorosa que o faz dormir. Ao acordar vê uma mulher do Outro Mundo (uma realidade paralela) que o convida para visitar esta outra dimensão, onde não há doença, sempre é verão, e não há falta de água e alimento. Bran reúne um grupo de marinheiros e decide cruzar o mar, seguindo as instruções da mulher fantástica.  No meio da viagem ele encontra o Deus do Mar celta Manannán, em uma carruagem sob o mar, que afirma que enquanto Bran pensa que está velejando sob o o oceano, para Manannán o lugar é um campo florido, sugerindo dimensões paralelas. Ele também releva que há muitas carruagens no local, mas que elas parecem invisíveis para Bran.
Ao continuar sua viagem o protagonista chega a uma terra mágica, a Terra das Mulheres e lá cada marinheiro enamora-se com uma fada assim como Bran com a líder delas. Eles permanecem lá por um ano até um dos marinheiros sentir muita saudade de casa. A líder das mulheres fica relutante em deixá-los ir e os avisa para não pisar em solo quando chegaram na Irlanda.
Bran e seus companheiros viajam de volta para a Irlanda. As pessoas ao ver o barco se aglomeram nas praias para o encontrá-lo, mas não reconhecem seu nome a não ser nas lendas locais. Para Bran apenas um ano tinha se passado no Outro Mundo, mas centenas de anos haviam se passado na Terra.
Um dos marinheiros pula do barco e pisa em terra firme. Imediatamente ele se torna cinzas.

As Órcades , um arquipélago localizado ao Norte da Escócia, possuem uma lenda que também lida com Dilatação de Tempo ligada ao Círculo de Brodgaré, uma misteriosa formação circular de pedras parecida com o Stonehenge. A lenda diz que um violinista bêbado estava voltando para casa quando ouviu música vindo de uma colina perto do local. Ele encontra um grupo de Trolls fazendo uma festa. Ele fica lá e toca por duas horas, então ao voltar para casa descobre que 50 anos se passaram.

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Outras lendas europeias como a Irlandesa “Viagem de Mael Duin” e a alemã “Herla” também lidam com o tema de Dilatação Temporal, onde mortais visitam uma dimensão paralela e lá ficam por alguns dias. Quando retornam a Terra, centenas de anos se passaram.


Dilatação de Tempo nos Mitos Chineses e Japoneses


Na China, o autor e erudito taoísta Tu Kuang-t´ing , que viveu 850 a 933 depois de Cristo,  escreveu um livro que descreve mundos paralelos, dez “paraísos subterrâneos” e 35 “pequenos paraísos subterrâneos”, que teriam existido debaixo das montanhas chinesas. Eis o relato das experiências vividas por um homem ao transpor uma passagem que levava a um destes paraísos subterrâneos:

“Após caminhar vinte quilômetros, ele se viu subitamente numa bela região ‘ com um límpido céu azul, brilhantes nuvens róseas, flores exuberantes, salgueiros enormes , torres da cor do cinabre, pavilhões de jade vermelho e amplos palácios’. Foi recebido por um grupo de mulheres amáveis e sedutoras, que o trouxeram para uma casa de jaspe e tocaram belas melodias enquanto ele tomava ‘uma bebida vermelha como o rubi e um suco cor de jade’. Tão logo sentiu o impulso de se deixar seduzir, lembrou-se de sua família e voltou para a passagem. Conduzido por uma luz estranha a dançar em sua frente, caminhou de volta, pela caverna até o mundo exterior; mas, chegando em casa, encontrou seus próprios descendentes de nove gerações posteriores à sua. Segundo lhe contaram, um de seus ancestrais desaparecera numa caverna trezentos anos antes e jamais fora visto de novo.”

Há uma outra lenda chinesa chamada Lan Ke ( “o cabo estragado do machado”) ou Ranka, datada de 300 anos depois de Cristo, que também mostra uma viagem a uma dimensão diferente e um efeito de dilatação do tempo. Diz a tradição que o acontecimento ocorreu em uma montanha considerada sagrada, que seria um dos lares dos Imortais da misticismo taoísta. Esta Montanha possui no topo uma formação natural de pedras na forma de uma ponte. Uma caverna localiza-se debaixo da ponte, e lá é onde a tradição diz que ocorreu o incidente. A lenda tem alguns detalhes diferentes nos diversos manuscritos que foi gravada, mas a essência é a mesma.

A estória  é sobre um viajante em um cavalo, portando um machado, que entra cada vez mais em uma floresta. De repente, ele vê dois idosos estranhos jogando Go ( uma espécie de xadrez chinês). Em outra versão ele encontra quatro jovens cantando uma música celestial. Estes seres, os dois idosos ou ou quatro jovens, oferecem um alimento místico ao viajante, que ao comer perde totalmente a fome e a sede. Após uma ou duas horas assistindo o espetáculo, ele decide retornar para o cavalo e encontra apenas o esqueleto deste.  Também percebe que o cabo do seu machado apodreceu. Ao retornar para casa descobre que décadas se passaram, sua família não existe mais e ninguém mais lembra do seu nome.

No Japão, há a famosa lenda de Urashima Tarō do ano 700 depois de Cristo. Ela mostra Dilatação de Tempo e é sobre um pescador que resgata uma tartaruga e é recompensado com uma visita ao palácio do Deus Dragão, que fica debaixo do oceano. Ele fica lá por três dias e quando retorna percebe que na Terra passaram-se trezentos anos. A lenda é tão influente que serviu de inspiração para  animes como Dragon Ball, Yuyu-Hakusho e Cowboy Bebop.  A força da estória é tamanha que há uma  capela milenar em Kyoto, construída pelo Imperador Junna, governante da época, em homenagem ao ocorrido.

A estória é a seguinte:

Um dia um jovem pescador chamado Urashima Taro estava pescando quando ele vê um grupo de crianças torturando uma pequena tartaruga. Taro a salva e a deixa retornar para o mar. No próximo dia, um tartaruga enorme se aproxima dele e conta que a pequena tartaruga que ele salvou é a filha do Imperador do Mar, Ryujin, que quer vê-lo e agradecê-lo. A tartaruga mágica dá guelras a Taro e o leva para o fundo do mar, para o Palácio do Deus Dragão. Lá ele se encontra com o Imperador e a pequena tartaruga, que na verdade é uma amável princesa chamada Otohime.   Taro permanece com Otohime por três dias, mas logo decide retornar para sua vila e ver a sua mãe idosa e pede permissão para partir. A princesa diz que lamenta vê-lo ir embora, mas deseja o melhor para Taro e lhe dá uma misteriosa caixa chamada Tamatebako na qual o irá proteger de qualquer mal, mas que ele nunca deve abri-la. Taro segura a caixa e monta em cima da mesma tartaruga que o trouxe para aquele mundo, e logo está de volta à beira da praia.

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Quando ele retorna para casa, tudo mudou. Sua casa se foi, sua mãe desapareceu e as pessoas que ele conhecia não são encontradas.  Ele pergunta se alguém conhece o nome Urashima Taro. Algumas pessoas respondem que ouviram falar de alguém com o mesmo nome que sumiu no mar há muito tempo atrás. Ele descobre que 300 anos se passaram desde o dia que ele partiu para o mundo paralelo do Palácio do Rei Dragão, no fundo do mar. Tomado pelo pesar, ele distraidamente abre a caixa que a princesa havia lhe dado. Uma fumaça branca surge e de repente ele envelhece, com uma barba branca, longa e branca e com corcunda nas costas. Advinda do mar, ele escutar a voz suave da princesa: ” eu lhe disse para não abrir a caixa. Nela estava a sua velhice”


Conclusão

O Conceito de “Dilatação do Tempo” de Einstein, mostrada no filme “Interstellar”  já era descrito  a 5.000 anos atrás nas escrituras da Índia Antiga ( os Vedas). As descrições destes textos mostram com rigor matemático as diferentes Dilatações de Tempo encontradas nos diferentes sistemas planetários da astronomia indiana.
Tal efeito também ocorre nos mitos europeus, particularmente os Celtas, assim como em mitos chineses e na lenda japonesa de Taro. Muitas vezes a viagem para estes outros planetas, dimensões e mundos paralelos não se dá por naves espaciais ( apesar que naves intergaláticas são descritas nos Vedas, são os chamados Vimanas) mas por uma espécie de Buracos de Minhoca ( wormholes) que transportam o viajante de uma dimensão para outra.

“Eu sou o tempo, destruidor dos mundos”

Bhagavad-Gita (11-32)

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Bibliografia

1-) Bhagavad Gita Como Ele É – Tradução e Comentários Srila Prabhupada – Editora BBT
2-) Srimad Bhagavatam – Autor: Vyasadeva, Tradução e Comentários de Srila Prabhupada – Editora BBT
3-) Identidades Alienígenas – Richard L. Thompson – Editora Nova Era
4-) Vedic Cosmography and Astronomy – Richard L. Thompson – Editora Motilal Banarsidass
5-) The Science of Interstellar – Autor: Kip Thorne – Editora W. W. Norton & Company

6-) God and Science – Autor: Richard L. Thompson – Editora Govardhan Hill
7-)https://en.wikipedia.org/wiki/Hindu_cosmology
8-)https://en.wikipedia.org/wiki/Hindu_units_of_time
9-)https://en.wikipedia.org/wiki/The_Voyage_of_Bran
10-)https://en.wikipedia.org/wiki/Urashima_Tar%C5%8D
11-) https://en.wikipedia.org/wiki/Ranka_%28legend%29

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